My Wallet Stories

May 24, 2012 at 9:50pm
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Corria à minha frente uma pequena senhora. Apressada.


Talvez fosse apanhar o comboio, que se sabe pontual e impaciente. 
Por estas pequenas senhoras os comboios deviam parar. Estas pequenas senhoras apenas querem chegar a casa. Estas simpáticas e pitorescas senhoras, querem voltar à sua casa. Onde, provavelmente, as espera um marido abusivo ou despreocupado.

Ou uma família necessitada.

Apenas querem voltar.


Agora outra pitoresca pequena senhora paga as compras à minha frente. Aperaltada, muito. Parece uma daquelas para quem vir ao supermercado é tudo.
 É disto que gosto nas pequenas senhoras que vejo todos os dias. Das histórias que parecem contar só com respirarem. São diferentes umas das outras.


Os homens não. Os pequenos homens contam, geralmente, todos a mesma história. Abusivos. Ditatoriais. Homens pequenos que acabam por ser pequenos homens.


As senhoras não. São grandes pequenas senhoras.

May 15, 2012 at 5:51pm
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May 13, 2012 at 7:36am
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Sometimes the clothes do not make the man.

— Freedom, George Michael

7:35am
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Reblogged from s0ciety-fucksyou

(Source: s0ciety-fucksyou, via loveyourfuckingself)

May 12, 2012 at 11:26am
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November

There’s no way one can’t miss the winter. Winter is cold, winter doesn’t try to fool you with love.

Winter is the truth above all things. Cause it’s poor. Cause it cant take your life in the most monstrous way.

Winter, I do miss you. Winter, you kept my feelings quiet. You didn’t let me miss home. You put me to bed every night. You took me back home safely every night.

Winter, I’ll be here when you get back. Cause you took everything that summer lend me. You didn’t make me happy, instead, you showed me that I’m enough to fulfill myself. That loneliness is a bless that few can understand.

May 3, 2012 at 3:45pm
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Exhumation

Yesterday I got back to the place where I had you buried.

It hurt. To see how much I need you. Something I had forgot long ago.

But then I raged for wanting you so bad.

I raged and I still want to destroy the whole world.

Cause you don’t deserve me. But I want to be with you.

I want you to hold me in your arms.

I want you to love me.

But the burial must take place again. If it doesn’t, I’ll end up destroying myself. Again.

Like I did. Like I’m doing.

Like you want me to do.

Destroy myself because you don’t want me nor respect me.

Destroy myself because the world seems grey and lonely without you by my side. Without holding your hands and looking through your eyes.

Your blue eyes.

Blue as the deep ocean where I want to sink. Blue as the high sky from where I want to fall.

This is just teenage madness. But it’s strong. Strong as steel. Strong as iron. Strong as I’ll never be.

You undermined my path. Now it’s dangerous to walk past you. The journey will be long, and no one will be waiting. No one will be cheering the victory. No one.

Nonetheless, the road must be done.

3:25pm
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Reblogged from lawyerupasshole

Let’s Do a Headcount. (x)

(Source: lawyerupasshole, via comealongamypond)

May 1, 2012 at 8:20pm
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(Source: doyapinkypromise, via duarteinacan)

1:20pm
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Eu, toda vez que vi você voltar, eu pensei que fosse pra ficar.
E mais uma vez falei que ‘sim’.
Mas, já depois de tanta solidão, do fundo do meu coração, não volte nunca mais pra mim

— Do Fundo do Meu Coração, Adriana Calcanhotto (cover)

April 25, 2012 at 8:06pm
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Às vezes sou o tempo que tarda em passar

A manhã hoje escureceu que nem a negra noite que agora abraça esta zona do planeta. Entre os dois momentos, vidas acabaram, vidas recomeçaram. E eu voltei ao mesmo erro. Ao erro de esperar de ti o que há muito me negaste.

Ébrio de ti, sempre.

A noite chega sempre calmamente, como se o amanhã pudesse esperar. Como se de uma rainha se tratasse. Coroa, só por vezes a ostenta. Chega sempre a seu tempo. Chega. E um dia chegará para nunca mais partir.

O fim. O proverbial fim de que todos temos medo. Porquê temer quando temos o nosso fair share de vida? Porque para nós nada é suficiente. Nada. Somos uns bichos insaciáveis. Insaciáveis mas nem sempre sinceros.

Porque a ambição não aparece como coisa honrada para todos nós. Não é questão de coragem para afirmar que se quer. É apenas medo de parecer demasiado selvagem. Porque a ambição é selvagem, seja ela reconhecida ou não.

Selvagem são também os dias que passam. Que levam e trazem vidas. Que fazem cair mundos. Que levantam outros. Que delegam as maiores coisas ao esquecimento. E fazem surgir outras tão ou ainda mais maravilhosas.

Coisas maravilhosas. Famílias. Filhos. Primos. Netos. Impérios. Partidos. Escolas. Teorias. Descobertas. Avanços. Espaço. Tempo. Coisas como estas vão e vêm. E nós ficamos. Ou não.

Quem fica sempre é a terra, que nos vê partir e nem se dá conta, tal não é a pressa por correr para a sua última rotação. Qual bailarina ansiosa por descansar dos rodopios constantes e consecutivos.

3:35pm
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Há sempre uma candeia dentro da própria desgraça. Há sempre alguém que semeia canções no vento que passa.

— Trova do Vento que Passa

April 23, 2012 at 5:11pm
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Ao desengano levo a vida. A sorte a mim já não me chama.

— Vida Tão Estranha, Rodrigo Leão

April 18, 2012 at 7:11pm
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Everybody loves a winner, so nobody loved me.

— Maybe This Time, Liza Minnelli

April 16, 2012 at 6:33pm
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My valentine

Hoje alguém dizia num certo podcast que a paixão e o amor aparecem sem se pensar neles, que nos apanham numa esquina em que não os esperamos encontrar.

Pois sim.

Pois sim, que agora o método para encontramos o amor é esquecer que este existe, que é a forma de prosseguir muitas vezes, que é o nosso combustível.

Detesto linearidades como estas. O amor é tudo menos linear. Só é linear numa coisa, não lhe podemos escapar. Por mais que queiramos, nunca lhe conseguimos escapar quando ele decide tomar um café connosco. Tal como a paixão. Não podemos impedir esse fogo de nos queimar, não importa quanta água bebamos. Sempre nos queimaremos.

Pior é quando a pele se inunda de água e o corpo não se consegue lembrar de quando foi a última vez que a cafeína lhe correu nas veias. Quando aí chegamos, parece que congelamos por completo. Que a racionalização se torna a nossa religião. Que nos tornamos donos e senhores de nós próprios, não deixando ninguém se aproximar.

O nosso corpo esvazia-se de sentimentos gradualmente e, quando reparamos no mal provocado, por vezes temos a ousadia de lhe reconhecer benefícios e vantagens, mesmo quando deixámos de ser calorosos humanos.

(maybe it’ll continue one of these days)

April 11, 2012 at 7:38pm
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homotography:

Belinda Carlisle & James Duke Mason on Coming Out